
A DMB - Dragon Macro Bier, é a Divisão de Equipamentos de Microcervejarias da Mec Tec.
Tradicional fabricante de equipamentos para processamento de alimentos e bebidas desde 1985, a Mec Tec tem sua fábrica em Pompéia-SP.
Em 1988, estudando o processo de produção de cerveja, seu fundador, o Engenheiro Agrônomo Adonay Anthony Evans, percebeu que o sistema de produção era muito semelhante ao processo de produção de leite-de-soja: moagem, solubilização em água quente da fração solúvel, filtração da fração não solúvel, inativação enzimática e esterilização seguida de resfriamento. Em 1998, 10 anos depois, foi construída a primeira Microcervejaria brasileira totalmente integrada, entregue em Vilhena-RO. Com a divisão da empresa, o equipamento deixou de ser fabricado, voltando agora com novas e revolucionárias tecnologias, decorrentes da ampla área de atuação da Mec Tec nos vários campos de processamento de alimentos e bebidas e de bio-energia. Como por exemplo a primeira Microcervejaria brasileira totalmente automatizada, com controle On Line, e a primeira Microcervejaria Verde, com redução da emissão de poluentes à atmosfera e alto grau de reaproveitamento da energia utilizada.

Em março de 2008 o Adonay propôs um desafio à equipe: "criar a primeira microcervejaria totalmente automatizada do País". Jair Aguiar e Luíz Lopes logo se atiraram com entusiasmo à tarefa. Desenvolveram soluções e superaram obstáculos. Luíz circulou nos centros e empresas mais avançadas em automação buscando a tecnologia que faltava. Sensores de temperatura e nível, CLPs (controle lógico programável) para atuar na interface, válvulas automáticas, atuadores de variação de velocidade a partir de um software. Jair adaptou todos os comandos mecânicos (válvulas, redutores, bombas) para atuar a partir de uma ordem digital. Terminado o projeto, e apresentado ao Mestre Cervejeiro do cliente, Matthias Reynold, êste sugeriu tempos e temperaturas com que o sistema deveria operar. Em maio de 2008, no bairro da Penha, São Paulo-SP, a 30 minutos do Aeroporto Internacional de Guarulhos, entrava em operação a cervejaria da Planet Beer. A primeira microcervejaria totalmente automatizada feita no Brasil !
A partir de um simples comando do mouse na tela de um notebook, a microcervejaria aquece a água à temperatura de início de mostura e a transfere para o tanque de mostura até o nível desejado. Aciona o agitador à velocidade configurada. Realiza a solubilização, ativação enzimática do amido do malte, através de 4 (ou até 6) rampas de temperatura. Aquece o mosto através dos patamares de tempo e temperatura à razão de um grau por minuto. Interrompe o aquecimento mantendo a temperatura do patamar de acordo com o tempo configurado. Minutos antes do fim do processo de mostura já aciona o envio de água à 77º C para a tina de filtragem para a formação do lastro. Terminada a mostura transfere o mosto primário para a tina de filtragem. Aciona os afofadores à razão de 1 RPM (uma rotação por minuto). Mantém sempre a temperatura de filtragem a 77º C. Recircula o mosto primário e aciona a água de lavagem do bagaço.
Só aí então o operador é acionado para verificar o grau de limpidez do mosto e liberar o prosseguimento do sistema. Uma vez liberado, ocorre automaticamente a transferência do mosto filtrado para a tina de fervura ou cozimento, passando por um trocador de calor externo e já caindo na tina a 96º C. O sistema autoriza a fervura e controla a taxa de evaporação pela variação do nível de mosto na tina de fervura. Aciona a exaustão forçada dos gases voláteis indesejáveis por conjunto de pressão negativa, reduzindo a carga térmica e a injúria do mosto. Atingido o nível de evaporação ou concentração configurado, aciona a filtragem "whirlpool" (vórtice) do trub quente, mantendo a temperatura de forma a promover exaustão de voláteis ainda formados na fase do "whirlpool". Terminada a filtragem transfere o mosto para o resfriamento de 96º C para 12º C ou outro valor especificado no programa em apenas 30 minutos, de forma a reduzir a injúria ou dano térmico do mosto. Injeta micro-bolhas de Oxigênio de acordo com a taxa de solução desejada (geralmente de 1,8 a 2,9 mg/litro). Injeta a levedura diretamente na linha logo após a oxigenação do mosto, de forma absolutamente homogênea e sem qualquer contato manual.
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